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Restaurante Goura Prasadam

Fomos ao Restaurante Goura Prasadam, que fica no Templo Hare Krishna de Curitiba, no último sábado (dia 19) para comemorar o aniversário de um amigo. Além de ter sido a primeira vez que comemos lá, foi a primeira vez que eles abriram também aos sábados oferecendo uma feijoada vegetariana. Comemos, então, salada (alface, tomate e espinafre refogado com um molho de gergelim delicioso) , arroz, feijoada, farofa com couve, mandioca frita, laranja e sabji, uma mistura de vegetais com condimentos indianos (neste sábado os vegetais eram repolho, pimentão e batata). Também nos servimos de suco de maracujá e de banana assada com canela.

Esse foi só o meu primeiro prato :P

Sobre o Goura Prasadam:

O restaurante do Templo Hare Krishna de Curitiba funciona há cerca de dois anos oferecendo almoço sempre aos domingos. Desde fevereiro, passou também a servir uma feijoada vegetariana aos sábados.

Nas palavras deles mesmos,

Goura Prasadam é comida abençoada por Deus. Nosso restaurante busca respeitar o próximo, garantindo um alimento de qualidade e harmonizado com a mãe Terra. O sabor das especiarias indianas e a criatividade da cozinha mundial. Uma comida preparada com amor.

Templo Hare Krishna de Curitiba e, no detalhe, placa do restaurante

O resultado é uma comida gostosa pra caramba!

Conversei com Yogindra (o Jay), um dos cozinheiros do restaurante juntamente com o Gabriel Rezende, que me contou o seguinte. O Goura Prasadam serve pratos lacto-vegetarianos e veganos aos sábados (R$ 12) e somente veganos aos domingos (R$ 10, com alguns complementos a parte). No sábado, o prato lacto-vegetariano é a feijoada, que tem pedaços de queijo provolone. Mas eles preparam também a feijoada sem queijo, que fica disponível no buffet em uma das cubas.

Aos domingos, o buffet serve arroz, sopa de ervilha indiana, dois tipos de sabji, pakora (vegetal empanado), uma opção de massa e salada. Como complementos a parte, costumam ser servidas também lasanha ou samosa. Sobremesa e suco são oferecidos aos sábados e domingos e já estão incluídos no preço.

Essa costuma ser a regra, mas Yogindra me falou que, como eles conversam muito com os clientes, se tiver muita gente pedindo um prato, é possível incluí-lo no cardápio do dia. Nesse esquema, os pratos que costumam ser mais solicitados são a lasanha, a samosa e a feijoada, que ganhou um dia só pra ela.

O buffet

Yogindra me disse também que eles sempre dão preferência a produtos orgânicos no preparo dos pratos e que oferecem cursos de “Culinária vegetariana no dia-a-dia”. Quem estiver a fim, é só enviar um e-mail para jayamstel@gmail.com dizendo que quer fazer o curso. Eles costumam cadastrar interessados para só então fechar turmas.

Achei o Goura Prasadam bem legal, com uma comida muito gostosa, preço bom e um ambiente maravilhoso. No sábado, enquanto comíamos, podíamos ouvir um grupo cantando que participava de um kirtan de 12 horas. Comer também pode ser um ato espiritual, e a atmosfera do Goura Prasadam certamente favorece isso.

Só acho que ficou faltando uma identificação dos pratos nas cubas do buffet, pois só depois soube que havia queijo na feijoada. No meu prato não veio, mas não sei se me servi da feijoada lacto-vegetariana ou da vegana.

Avaliação:

Localização:
Rua Duque de Caxias, 76. São Francisco – Curitiba.

Dias e horário de funcionamento:
Sábado e domingo, das 12h às 14h.

Contatos:
(41) 3015-5106 e 3242-0655
http://www.harekrishnacuritiba.com

Comida vegetariana em Morretes? (parte 3)

Se você acha que pedalar mais de 75 quilômetros e descer a Estrada da Graciosa de bicicleta foi a parte mais difícil da nossa viagem a Morretes, você está redondamente enganado. Difícil mesmo foi encontrar comida vegetariana pra almoçar e jantar por lá. Se a gente fosse vegano, acho que seria quase impossível.

Como tinha falado antes, a terceira e última parte do relato da nossa viagem de bicicleta até Morretes é sobre como a gente se virou pra comer na cidade em que os restaurantes só oferecem barreado e “frutos” do mar.

Almoço na Pousada Dona Siroba

Na sexta-feira, saímos da nossa pousada e fomos até Porto de Cima, na Pousada Dona Siroba, que tem um restaurante que serve comida mais caseira. Pedimos o prato de comida caseira do cardápio, que segundo eles dá pra apenas uma pessoa, mas que dividimos numa boa. Substituímos a carne por uma porção de batata-frita (não havia muita coisa pra escolher além disso), e comemos arroz, salada, feijão, farofa. Tinha também macarrão, mas nem provamos, pois claramente tinha uns pedacinhos de carne. No final, encontramos uns pedacinhos de linguiça no feijão preto também. Não tinha gosto forte, então acho que era pouca coisa mesmo. Enfim, a comida até que estava boa, mas aquele prato não foi o ideal para nós.

Pizza do Curt: aprovada!

Para jantar, eu e Eduardo dividimos uma pizza na Pousada Graciosa, onde estávamos hospedados. As pizzas de lá são artesanais e feitas pelo proprietário da pousada, o Curt, que também faz cervejas artesanais. Eu não gosto de cerveja, mas Eduardo gosta e provou a Pica-Pau Amber, que é do tipo american amber ale. Não entendo nada de cervejas, mas parece que essa tem um gosto mais forte. Acho que entendo de pizzas, e posso dizer que a pizza do Curt estava muito boa.

Café da manhã supimpa na varanda do chalé

No sábado, tomamos um excelente café da manhã na pousada. O esquema lá é bem legal, pois eles levam uma cesta de café da manhã em cada chalé. Como tínhamos que ir pro Centro de Morretes antes das 10h, comemos um pouco na correria. Curt e Mirian já sabiam que nós éramos vegetarianos, por isso a nossa cesta foi preparada com pães e biscoitos, que o Curt mesmo faz, leite, laticínios, café, suco, frutas e cereais. Acho que, para as outras pessoas, eles incluem salame e presunto também, mas não tenho certeza.

No Engenho da Serra, deveríamos ter ficado apenas com os acompanhamentos, na mesa ali à direita

O almoço foi no restaurante Engenho da Serra. Tinham nos falado que o restaurante era de comida italiana, então pensei que não seria difícil comer ali. Mas que nada! No cardápio, o destaque era mesmo o barreado. Eles até tinham massas, que eram servidas com carnes também. Pedimos um prato de espaguete sem a carne que acompanhava, mas o molho tinha também pequenos pedaços de carne e a gente teve que ir catando. Era o jeito! O melhor seria se nós tivéssemos ficado apenas comendo as saladas e a polenta do acompanhamento.

De noite, mais uma vez jantamos pizza, dessa vez em uma lanchonete no Centro de Morretes.

No domingo, comemos o café da manhã com calma e até deixamos um pouquinho para beliscar mais perto da hora do almoço. Resolvemos que nem valia a pena ir a um restaurante tentar almoçar. Na sexta, o Edson, do Centro de Informações Turísticas e que também é vegetariano, havia nos falado de um empadão de palmito, da Lanchonete Nossa Senhora do Porto (na Rua XV de Novembro). No meio da tarde, fomos lá comer um empadão. Gosto do tipo ok, mas não sei exatamente com que ingredientes ele tinha sido feito. Tenho certeza que não havia nenhuma carne, mas também posso dizer que não era uma boa opção de comida vegetariana e saudável.

Resumo da ópera: nos restaurantes onde comemos, mesmo tentando dar jeitinhos, não tivemos muito sucesso, pois sempre havia carne em algum lugar. À noite, o jeito foi comer pizza mesmo. Até brinquei com Eduardo dizendo que a gente poderia se mudar para Morretes e abrir um restaurante e lanchonete vegetarianos.

P.s.: Se você conhece alguma outra opção, além dessas que tentamos, por favor nos avise deixando um comentário!!!

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