Acho bacana considerar alternativas de locomoção pela cidade. Digo, alternativas ao carro. Meu principal meio de transporte é a bicicleta, por exemplo. Também ando bastante a pé e, eventualmente, pego ônibus e táxi.
Pra mim, a bicicleta é maravilhosa no trânsito. Chego rápido, faço meu caminho, meu horário, é barata, me deixa mais saudável etc.
Mas é claro que há poréns: a chuva te molha, o motorista não te vê etc.
Fico pensando se aumentar a diversidade de veículos pequenos, simples e não poluentes não seria uma coisa bem bacana. Como esse, a bicicleta elétrica Sinclair X-1:
A Sinclair X-1 deve estar disponível em julho deste ano (2011) por £595. Quem vive e trabalha no Reino Unido tem 50% de desconto concedido através de incentivo GOVERNAMENTAL para IR AO TRABALHO DE BICICLETA. Maravilha!
Eu teria uma bike convencional e uma Sinclair X-1 na minha garagem. Fácil.
O programa Plug!, que passa todo sábado às 11h30 na RPC (canal 12 em Curitiba), foi sobre bicicleta hoje. Como já tinha adiantado no post anterior, eu e Eduardo fomos entrevistados na última segunda-feira. Além de gravar uma conversa com a gente, a equipe de reportagem me acompanhou de casa até o trabalho e conversou mais um pouco comigo e com duas colegas lá. Também foram entrevistados ciclistas no No Sol Bike Park, um capitão da Polícia Militar (sobre regras de trânsito) e o pessoal do Curitiba Cycle Chic. O programa tem três blocos e a gente aparece no primeiro. Assiste aí.
Usar a bicicleta como principal meio de transporte na cidade dá trabalho sim, mas também pode ser muito prazeroso. Na verdade, se você for colocar no papel os prós e contras, sendo realista, sem condescendência e sem intransigência, você verá que há mais vantagens. Pra saúde, pro bolso, pro meio ambiente, pra cidade.
Desde o início de 2007, uso a bicicleta como principal meio de transporte em Curitiba. Isso não era um hábito em São Luís, minha cidade natal. Acabou virando aqui por influência do meu cunhado e por uma questão econômica. Era impossível comprar um carro quando me mudei pra cá. Então inicialmente a bicicleta foi uma alternativa a andar a pé, de ônibus, de táxi.
Hoje, mesmo tendo como comprar um carro, não tenho a intenção de trocar a bicicleta por um automóvel. Inclusive eu e Eduardo temos uma vaga de garagem no edifício onde moramos que foi transformada em bicicletário, já que aqui no prédio não tem um espaço coletivo para se guardar bicicletas.
Nossas bicicletas no meio dos carros
Uma questão é: e quando nascer o nosso filho? Não sei, mas ainda temos bastante tempo para pensar a respeito, já que não estou grávida nem pretendo engravidar em breve. Quero continuar sem carro nesse caso também. É possível! Se você for parar pra pensar, as pessoas continuam se locomovendo da mesma forma que sempre fizeram mesmo depois do nascimento de uma criança (geralmente por questões econômicas). E a maioria se locomove de ônibus.
Para mim automóveis deveriam ser exceção, não regra de consumo e uso. Com o tanto de males que causa, você deveria ter e usar apenas em casos de necessidade e, claro, de forma racional. Já pensou se as pessoas praticassem carona solidária, por exemplo? Melhoraria bastante o trânsito.
Minha bicicleta, um carro a menos
Enfim, disse no começo que dá trabalho andar de bicicleta. Sim, nem tudo são flores. E também não é um mar de rosas andar de carro na cidade. De qualquer forma, a minha rotina costuma ser muito simples e tranquila. Consigo me movimentar facilmente de bicicleta em direção a qualquer ponto da cidade.
Todos os dias, se não estiver chovendo forte, vou e volto do trabalho de bicicleta. As coisas são mais fáceis pra mim agora, pois moro perto de onde trabalho. Hoje pedalo em média seis quilômetros para ir e voltar de lá. Mas já teve época em que esse percurso diário era de 16 quilômetros.
Também costumo fazer compras de bicicleta (por isso a cestinha!). Já fui e voltei de shows, festas, reuniões com amigos, aulas. De qualquer lugar. Nunca tive nenhum problema.
Sim, já levei finas de motoristas e acho que é preciso melhorar a estrutura para o deslocamento de bicicleta na cidade e promover educação para o trânsito. Mas nunca caí nem sofri acidentes. Graças a Deus! Quanto à questão de segurança, nunca fui abordada na rua, nem quando pedalava de madrugada, mas já tive uma bicicleta roubada. O vacilo foi total meu, que prendi a bici com uma tranca das mais baratas junto a um poste na rua, em vez de deixar no estacionamento do shopping onde eu estava. Tristeza, bicicleta nova comprada e lição aprendida. Bola pra frente!
Um negócio legal da bicicleta é a interação que ela permite, bem diferente da bolha do carro. Ontem ganhei até bênção de um senhor na rua muito simpático, que puxou conversa comigo enquanto eu empurrava minha bicicleta pra não machucar os morangos que eu tinha comprado na feira orgânica.
Por causa do uso da bicicleta, eu e Eduardo fomos entrevistados para o Plug! da RPC na segunda-feira. Eles até me acompanharam filmando o percurso que faço para ir ao trabalho. A chuva estava fina quando saí de casa, mas no meio do caminho engrossou e tivemos que parar. Foi engraçado e eu fiquei meio sem jeito com esse negócio de ser entrevistada, mas tudo bem! O programa vai ao ar amanhã, às 11h30, e pode ser visto no site da RPC após esse horário.
Este blog apoia totalmente o uso e compartilhamento de conteúdos e (boas) ideias. Por isso, é permitida a reprodução de qualquer material aqui postado. Só tente não esquecer de citar a fonte.